II – Uma breve consideração do Tanach como marca devastadora da falsidade do “Novo Testamento”

2.1 Uma pessoa honesta, que lê a “Carta aos Hebreus”, cuja autoria é atribuída ao apóstolo Paulo – Um judeu, de origem romana, que, como visto, deu nova fisionomia aos ensinos de Jesus, rompendo, assim, com a Torah – embora o estilo da escrita destoe totalmente das demais epístolas paulinas, perceberá o esforço inteligente do seu autor para provar a “divindade” do Nazareno, como se o fim colimado desse desiderato fosse convencer os judeus que seu messias já havia chegado e era um deus. Todavia, o autor da Carta aos Hebreus perde-se em temas tão simplórios, para uma consideração paradigmática do Tana”ch, que chega a ser infantil. Por exemplo, no capítulo 3, o escritor dessa Carta faz a seguinte comparação entre Jesus e Mosheh:
a) enquanto Mosheh era Servo de D-us, Jesus é Filho;
b) Mosheh foi fiel na Casa de D-us, e Jesus era o construtor da Casa e, assim, era o próprio Deus;
c) em razão disso: Mosheh seria inferior, merece menor honra, afinal, se Jesus é D-us, Moisés é seu servo. Mas há um problema insolúvel nessa análise superficial do fatos.

Voltemos à Torah veremos que os escritos de Paulo e de outros escritores do “Novo Testamento” não resistem à mais obsequiosa análise e defesa.

2.2 De fato, quando o apóstolo Pedro valeu-se do texto de Devarim 18:15-19, para “provar” que Jesus era o prometido Profeta, como lemos em Atos dos Apóstolos 3:22 e 23, o mesmo fazendo o discípulo Estevão em Atos 7:37, fica evidente uma questão judaica indestrutível por qualquer argumento contrário: o Profeta Prometido não poderia ser diferente ou mais importante do que Mosheh, seria um homem como Mosheh, não um deus encarnado: seria um judeu submisso a D-us, e jamais um Profeta teria maior glória do que Mosheh em Israel, como está escrito na Torah. Com efeito, o ponto essencial é este: “Um Profeta semelhante a mim” (Devarim 18:15, 18). Como o escritor da Carta aos Hebreus atribuiu divindade a Jesus, este não é o “Profeta semelhante a Mosheh”, desqualificando a Jesus, destarte, de ser o Prometido Messias. O verdadeiro mashich, ainda que realize obras mais poderosas do que as feitas por Mosheh, sujeitar-se-á, sempre, aos escritos mosaicos, pregado por Paulo, que acusa a Torah de cegar os judeus! (Gálatas 3:5;2 Coríntios 3:7, 8, 13-16)

2.3 Nesse contexto, é de todo interessante notar que os judeus, logo após a morte de Mosheh, estimavam que Yehoshua (Josué) fosse no máximo semelhante a Mosheh, embora com uma missão em certo sentido até mais relevante – a de levá-los à consumação das Palavras da Torah, proferidas pelo Eterno, quando à conquista da Terra Prometida. A mesma ameaça que lemos em Devarim 18:19, quanto a ser morto aquele que rejeitasse as Palavras do Profeta semelhante a Mosheh, os israelitas a aplicarem a seu relacionamento com Yeshoshua (ver Yehoshua [Josué] 1:17, 18). Imagine-se, pois, se diferentemente do que nossos antepassados disseram a Yehoshua: “Queremos que tu sejas semelhante a Mosheh”, tivessem este dito: “Iremos te considerar mais importante que Mosheh”! Essa situação desqualificaria Yehoshua quanto a ser um Profeta do Eterno, posto que ele seria diferente e superior a Mosheh. Quanto a isso, conforme já vimos acima, a Torah é definitiva: “Nunca se levantou em Israel um profeta como Moshes, com quem o Eterno falou face a face”. Devarim 34:10; ver Shemot 33:11; Bamidbar 12:6-8) Ao tentar conceder a Jesus uma distinção inexistente, a bem da verdade, o escritor da Carta aos Hebreus deu um golpe de morte na sua pretensão de ele ser reconhecido com o Messias de Israel! Definitivamente, à luz da Torah, Jesus não é o Messias esperado.

2.4 Uma outra “pérola”, no meio de tantas outras, do escrito da Carta aos Hebreus, foi a construção totalmente forçada de que a “Nova Aliança” (de onde veio a idealização do “Novo Testamento”, ao passo que nunca houve um “Velho”, já que nenhum homem morreu em favor dos israelitas, deixando sua herança no documento chamado de “Testamento”), tem a ver com a profecia de Yirmeyahu (Jeremias) 31:31-34, literalmente citada em Hebreus 8:8-12. Alguns problemas, porém, devem ser suscitados aqui. Um deles, gritante, é que na época de Jesus não mais existia o país “Israel”, independente, que constituiu o Reino Setentrional da Terra Santa, mas apenas a parte chamada “Yehudah” (Judá) permanecia em evidências, graças às promessas Divina da perseverar Judá (Melachim Álef [ 1 Crônicas] 11:32; Melachim Beit 12 (2 Crônicas, cap. 12). O Profeta Jeremias, todavia, fala de uma Nova Aliança a ser feita exatamente com a Casa de Israel e com a Casa de Judá. Daí ser necessário observar que essa profecia somente poderá acontecer quanto se cumprir outra profecia – a da restauração das duas Casas: Israel e Judá – a sua subsequente reunificação, conforme consta de várias outras profecias (Yiechezkel [Ezequiel] 37:16-25; ver Yieshayhu [Isaías] 11:11, 12; Yirmeyahu [Jeremias] 3:18; 50:4

2.5 Portando, quando Jesus entrou no cenário judaico, no primeiro século da Era Comum, não havia mais as duas Casas – a de Judá e a de Israel – mas unicamente a Casa de Judá, incluindo judeus da tribo de Benyamin, além dos levitas, a qual se encontrava sob o domínio romano. Por isso, a própria origem do chamado “Novo Testamento” , seria a “Nova Aliança”, predita em Jeremias 31:31, é fraudulenta, porque, não existindo a “Casa de Israel”, algo a ser compreendido na restauração das Tribos perdidas, que é uma das missões do Mashich verdadeiro (Yishayahu 11:1, 11,12; 49;6), não poderia Jesus ser o mediador dessa “Nova Aliança” apenas com a “Casa de Judá”. Para compreender plenamente essa questão, é mister-recordar-se que a vinda do Mashiach de Israel, o Descendente de Yishay, pai de David, como predito em Yishayahu 11:1-12, somente ocorrerá após a Segunda Grande Teshuvah (Retorno) e a Reunião dos Judeus, sim, “pela Segunda vez”, após a Segunda destruição do Beit HaMikdash, evento que, de acordo com os evangelhos, Jesus predisse a destruição do Templo sagrado, ele não pode ser o Mashich, pois o Mashich somente viria depois dessa destruição e a própria vinda do Mashich legítimo somente ocorrerá no fim da grande Diáspora, iniciada com a destruição do Segundo Templo! (é só ler Yishayahu 11:1,2,11,12).

2.6 De fato, entre os grandes eventos preditos, para a vinda do Mashich, está o retorno de judeus à Terra Santa e a reunificação das Casas de Judá e de Israel (Yishayahu 37:15-28) e o domínio de Israel sobre o Monte Moriah, onde será edificado o Terceiro Templo, terminando os dois mil anos ou “dois dias” preditos por Hoshea 6:1,2 (um dia equivale a mil anos para o Eterno, conforme o Tehilim [Salmo] 90:4), quando os filhos de Israel retornariam à Terra Santa para, ali, restabeleceram os sacrifícios, e o próprio Santuário Sagrado será o penhor da Nova Aliança, que é uma Aliança de Paz (Hoshea 3:4, 5; Yiechezkel 37:21-28), Nesse sentido, o “Novo Testamento” é uma farsa que, sem dar-se conta do alcance e do tempo especifico do cumprimento das profecias, apresenta (divagações) em que se confudem contradições e sofismas diversos. Um exemplo adicional desse cenário contraditório é a questão de uma ser humano poder ser ensinado por outro, após a plena implantação da Nova Aliança. No texto de Jeremias 31:31, 33, 34, foi predito: ‘“Eis que vêm dias’, diz o Eterno, ´e irei concluir uma Nova Aliança com a Casa de Israel e com a Casa de Judá”’, `“Esta é a Aliança que firmarei com a Casa de Israel, depois daqueles dias’ , diz o Eterno, ‘implantarei Minha Torah no seu íntimo, e escreverei no seu coração. E não mais ensinará jamais cada um ao seu próximo, nem cada um a seu irmão, dizendo: ‘Conhece ao Eterno’, porque todos Me conhecerão, desde o menor até ao maior deles´, diz o Eterno, ‘pois perdoarei as suas iniquidade e dos seus pecados jamais Me lembrarei’”.

2.7 Como sabido, quando a Verdadeira Aliança do Mashich estiver em operação, a Humanidade adquirirá tão elevado conhecimento da Torah, que todos os seres humanos serão igualmente integrados à plenitude Divina e tudo funcionará para o bem comum (Yieshayahu 11:9; Tehilim 22:26-28). Ninguém precisará mais de instrutores, de pregadores e de líderes religiosos. Nenhum homem dominará outro homem para desgraça, como ocorreu na História (Kohelet [Eclesiastes] 8:9). Ao aplicar esse texto de Jeremias, para dar uma roupagem profética ao “Novo Testamento” (e Hebreus 8:10,11), mais uma vez restou exposta a fraude neotestamentária do proselitismo determinado: “Ide e fazei discipulos e todas as Nações, batizando-as… ensiando-as a obedecer todas as coisas que vos ordenei” (Mateus 28:19,20) Se, como vimos, a Nova Aliança proíbe, taxativamente o ensino, nesta palavras: “Não mais ensinará jamais cada um ao seu próximo, nem cada um a seu irmão, dizendo: ‘Conhece ao Eterno´, porque todos Me conhecerão, desde o menor até ao maior deles”, como é possível identificar o chamado “Novo Testamento” cristão com a “Nova Aliança” Judaica? Ademais, na perspectiva profética, não são os judeus que procurarão os gentios, nos Acharit Hayamim [últimos dias da História], mas são os gentios que procurarão os judeus, para servirem ao mesmo D-us, após a construção do Terceiro Templo, no Monte Moriah, em Yierushalayim (ver Yieshayahu 2:2-5; 56:1-8; Zacharyah [Zacarias] 8:20-23.

2.8 Um segundo aspecto, entre centenas de outros, a desmascarar a falsa pretensão de o “Novo Testamento” ser Palavra de D-us, em confronto com a Revelação do Sinai, tem a ver com a fraudulenta aplicação de Hoshea (Oséias) 11:1 ao menino Jesus, em que fuga para o Egito, apresentada apenas no evangelho de Mateus como uma determinação dada por meio de um anjo, em sonho, a José (Mateus 2:13-15). Segundo a narrativa, D-us não teria encontrado outro meio para salvar o “Seu Filho”, senão pela violação de Sua Torah, na qual o Eterno determina que, entre os deveres de um rei judeu, está a proibição de fazer o povo retornar ao Egito, porque a Mitzvah é clara: “Nunca mais deveis retornar por este caminho” (Devarim 17:16). A invenção da ida dos pais de Jesus ao Egito, vendo-se o assunto sob óptica mais benévola, não poderia jamais acontecer, diante da ameaça do Profeta Yieshayahu (Isaías): “Ai dos que descem ao Egito em busca de Socorro…Os que não atentam para o Santo de Israel, nem buscam ao Eterno” (Yieshayahu) 31:1; ver 30:1, 2). Na verdade, a Torah considera a ida ao Egito, ainda que em busca de socorro, como um dos mais graves castigos em razão de ignominiosos pecado praticados contra o D-us de Israel (Devarim 28:68), uma verdadeira negação da Primeira Pronunciação: “Eu sou o Eterno, teu D-us, que te fiz sair da Terra do Egito, portanto, é uma traição ao D-us Libertador!” É retornar à terra da escravidão!

2.9 Todavia, por mais incrível que possa parecer, esse ensino, cheio de aberrações terríveis, do ponto de vista da Torah, encontrou respaldo em outro exercício de fralde impensável: estava prevista essa ida ao Egito! Assim, lemos em Mateus 2: 14,15 que José “ levantou-se, tomou de noite o menino a sua mãe, e partiu para o Egito, e lá ficou até á morte de Herodes, para que se cumprisse o que fora dito pelo Senhor, por intermédio de seu profeta: “ Do Egito chamei o Meu filho.” Como sabido, essa citação é parte de Hoshea 11:1: “Quando Israel era menino, eu o amei; e do Egito chamei o meu filho.” Esse texto sagrado, no entanto, nada tem a ver com a trama neotestamentária, por simples razão: reporta-se á libertação de judeu para lá, algo proibido logo no verso 5, do mesmo capítulo 11 de Hoshea, como também em vários outros textos do mesmo profeta (hoshea 7:16; 8:13 e 9:3). No texto citado, o Eterno está recordando o que já fez por Israel no passado e não o que ele faria no futuro, pois o inteiro cenário tratado quanto a uma ida a mitzayim é sempre no contexto de castigo, pela rebeldia e pela violação da torah (Devarim 28:68). Pena que Mateus, sendo judeu, se realmente era, ou quem o reescreveu, não viu nada disso, e deturpou a torah para fundamentar a ida do menino Jesus ao Egito- um lugar proibido, para buscar-se refúgio e, com essa desobediência, livrar-se de Herodes, que iria a falecer só mais tarde. Não seria mais fácil para o Todo-Poderoso retirar de Herodes do caminho, ao invés de mandar o menino e sua família para o Egito? Assim, que certeza poderíamos ter de ele ser coerente?

2.10 Há uma outra questão de suma importância para provar as fraudes do “Novo Testamento” e tem a ver, desta feita, com a virgindade de Maria, quando do nascimento de Jesus nazareno. Uma das invenções mais grosseiras do “Novo Testamento”, de fato, consiste no ensino do nascimento virginal de Jesus, pois apresenta como erro do criador a normal faculdade da geração e concepção de filhos,como escreveu Tomás de aquino, considerando um dos baluartes do cristianismo, ”doutor da igreja” : ´D-us deveria ter encontrado uma maneira menos imunda para a procriação ´. Essa rejeição da primeira de todas as Mitzvot da Torah, a procriação (Beresht 1: 28), pelo cristianismo, ao forjar o ensino de que Maria mãe de Jesus, continuou sendo virgem após a concepção e o parto, emprestou uma inexistente pecaminosidade ao sexo, como é crença generalizada na igreja, que proíbe o casamento de clérigos, exige o celibato de homens e mulheres que quiserem viver uma vida de maior “santidade”, desvirtuando, assim, a santidade do matrimônio e o prazer sagrado que vem da relações sexuais (Mishley 5:15-21). Essa questão colide, inclusive, com o entendimento cristão de que o Isaque, mesmo tendo sido gerado por meio de uma relação sexual de Abrahão e Sarah, nasceram do espírito santo (Gálatas 4:29). Por que não seria assim com Maria e José, no tocante ao seu filho, Jesus? Não nasceu Jesus se uma mulher? (Gálatas 4:4).

2.11 Todavia, como sempre ocorre, para fundamentar-se, a falsidade precisa de um pouco de verdade. Assim, nada mais “inteligente” do que construir a teologia da virgindade a partir de um texto mal aplicado do Tana”ch – e esse texto é o do profeta Yieshayahu (Isaías) 7:14, que reza, no texto hebraico literal: “Portanto, dará o Eterno mesmo para vós sinal: eis, a donzela grávida dará à luz filho e lhe chamará o nome Imanu El” (que significa: “Conosco [está] D-us”). A começar pelo fato de não contar no texto a palavra “virgem” (em hebraico: betulah), mas almah, ou seja, jovenzinha ou donzela, várias situações mostram o inútil esforço da igreja para, à semelhança das religiões do Egito, Índia, Pérsia etc., cujos avatares nasceram de virgens.

– Osíris, Krishna e Mitra, respectivamente – também apresentar ao mundo o seu deus (Jesus) como nascido de uma virgem. Ademais, na Pérsia, Zoroastro era visto como o redentor do mundo, nascido de uma virgem; o próprio Buda também nasceu de uma virgem, chamada Mai ou Maria; os Siameses criam num deus nascido de uma virgem chamada Codom, que fora avisado por anjo que se tornaria mãe por meio dos raios de Sol, e que o filho teria natureza divina. Essa falsidade, como visto, não é exclusiva dos cristãos, pois é mais antiga do que sua fé, mas o paganismo também dominou o tema no seio do cristianismo.

2.11 Diante desse quadro estranho, a única coisa que os cristãos não fizeram, para perceber a fragilidade dessa tremenda falsidade, foi ler todo o capítulo sete de Isaías, e forjaram a história da virgindade, a qual logo leva o leitor à seguinte questão: Quem mentiu – o Profeta Isaías, que diz que o nome da criança seria Emanuel [Imanu El], ou o anjo analfabeto, que não leu Isaías e mudou o nome do bebê para JESUS? (Ver Mateus 1:21), Ora, ninguém nunca chamou Jesus pelo nome de Emanuel, e sabemos que realmente nasceu um menino, nos dias de Acaz, segundo a Profecia, que a ele se dirige como Imanu-El (Isaías 8:8), atribuindo-se ao Rei Ezequias esse título, em razão das grandes obras por ele promovidas, na condição de instrumento do Eterno. No entanto, a grande dificuldade não é apenas a do nome – que é muito relevante em termos de Escrituras Sagradas – mas tem a ver com o tempo de cumprimento da própria profecia sobre o nascimento de Emanuel, como sinal Divino.

2.13 Os cristãos tomaram o bonde errado, ao presumir que poderiam levar a profecia de Isaías 7:14 para quase sete séculos. Depois, para a época de Jesus, uma vez que o Eterno fixara, por Seu santo Profecia, Isaías, o tempo preciso do cumprimento dessa profecia, que era de apenas até treze anos, ou seja, o tempo em que o menino faria seu Bar Mitzvah. Basta ler, na tradução católica A Bíblia de Jerusalém: “Pois sabei que os senhor mesmo dará um sinal: Eis que a jovem concebeu e dará a luz um filho e pôr-lhe-a o nome de Emanuel. Ele se alimentará de coalhada e de mel até que saiba rejeitar o mal e escolher o bem, a terra, por cujos dois reis tu te apavoras, ficará reduzida a um ermo” (Isaías 7: 14-16). Os dois reis – Retzin, da Síria, E Fecach, de Efráim [Samária] – uniram-se para atacar Judá, mas o Eterno disse que isso resultaria em nada, e deu o sinal do nascimento de Emanuel – um sinal para os dias de Achaz, enquanto Judá estava sob a ameaça desse dois reis inimigos. Não há como estender esse sinal para os dias em que os romanos dominavam a inteira Terra de Israel, pois essa extensão de tempo colide, ainda, com os sessenta e cinco anos finais de sobrevivência do rebelde Efráim (Samária) (ver Isaías 7:8; 2 Reis 17: 1-6). A simples leitura de todo o capítulo 7 Isaías expõe a fraude dos cristãos e na estranha história da “Virgem Maria”. Aliás, da família de Jesus tudo o que se pode ver é confusão. De fato, quem era seu avô, pai de José? Mateus diz que era Jacó (Mateus 1:16); Lucas discorda, e diz que era Eli (Lucas 3:23). O mais grave, porém, é que Mateus (1:11,12) inclui Jeconias entre os ancestrais do Nazareno, o que impede Jesus de pleitear o trono de David, diante do impedimento de os descendentes de Jeconias poderem ser reis em Judá, por determinação divina (Jeremias 22:24-30).