Paulo contra a Torá

Como o apóstolo Paulo pregou que devemos nos divorciar de D’us e casar com outro.

Um dos livros mais sagrados da Bíblia Hebraica se chama Shir HaShirim, o Cântico dos Cânticos, escrito pelo Rei Salomão. Nesse livro o rei Salomão faz o papel de D’us e sua noiva do Povo Judeu, descrevendo nosso relaciomento com D’us como a de um noivo e sua noiva. Nossos sábios comentam o verso:

Saiam ó filhas de Tzion, Venham ver o rei Salomão! Ele está usando a coroa, a coroa que sua mãe lhe colocou no dia do seu casamento, no dia em que o seu coração se alegrou.” (Cântico dos Cânticos 3:11).

O dia do seu casamento esse é o dia da entrega da Torá, quando o povo Judeu se casou com D’us e o coroou Rei. (Talmud Bavli Taanit, e também Rashi no verso).

Por isso nos casamentos Judaicos os noivos se encontram debaixo da uma Chupá (Tenda) que representa as nuvens que cobriram o Monte Sinai no momento da entrega da Torá. Da mesma forma que Moisés, representando o povo Judeu (noiva), entrou debaixo das nuvens para se encontrar com D’us (noivo), também o noivo e noiva se encontram debaixo da Chupá para se casarem. E nesse dia D’us nos entregou nosso contrato de casamento, a Torá. Da mesma forma, no casamento o noivo entrega um contrato (Ketubá) para sua noiva.

A Torá foi o presente mais precioso já entregue à humanidade. Ela é tão preciosa para o povo Judeu que o maior capítulo de toda a Bíblia, o Salmo 119, foi dedicado para engrandece-la.

Tenho prazer nos teus mandamentos; eu os amo. Também levantarei as minhas mãos para os Teus mandamentos, que amei, e meditarei nos Teus estatutos.” (Salmos 119: 47-48).

Certa vez um monge católico procurou o Rabino Michael Skobac, diretor do Judeus para o Judaísmo no Canadá. Ele contou ao Rabino Skobac que no monásterio os monges passam as horas livres, que não são poucas, recitando os Salmos.

Certo dia ao ler o Salmo 119 sentiu o entusiasmo daquelas palavras e tamanho louvor que o Salmo dedicava à Torá. Ele confrontou a descrição da Torá, dada pelo Salmo 119 com o Novo Testamento e decidiu que estava na hora de mudar de vida. Se converteu ao Judaísmo.

Ao perceber que muitos dos primeiros cristãos sentiam a mesma coisa, o apóstolo Paulo sentiu que era hora de agir. Paulo foi o maior opositor à Torá e em vários momentos condena aqueles que a seguem.

Os que são pela prática da Lei estão debaixo de maldição.” (Carta de Paulo aos Gálatas 3:10).

Paulo diz que devemos aceitar o sacrifício de Jesus e nos libertar da Torá.

Cristo nos redimiu da maldição da Lei quando se tornou maldição (morrendo) em nosso lugar.” (Gálatas 3:13).

Sabendo ele que a Torá representa nosso contrato de casamento com D’us, Paulo faz a mesma analogia, mas veja qual a intenção dele.

Por exemplo, pela lei a mulher casada está ligada a seu marido enquanto ele estiver vivo; mas, se o marido morrer, ela estará livre da lei do casamento. Por isso, se ela se casar com outro homem enquanto seu marido ainda estiver vivo, será considerada adúltera. Mas se o marido morrer, ela estará livre daquela lei, e mesmo que venha a se casar com outro homem, não será adúltera. Assim, meus irmãos, vocês também morreram para a lei, por meio do corpo de Cristo, para pertencerem a outro, àquele que ressuscitou dos mortos…” (Romanos 7:2-4).

Preste atenção ao que Paulo está dizendo. De acordo com sua analogia, Paulo diz que devemos “morrer para a lei (Torá)” para “pertencer a outro (deus)”. Essa absurda mensagem é oposta ao que D’us nos disse na Torá. Paulo está pedindo que quebremos o primeiro dos Dez Mandamentos:

Não terás outros deuses diante de mim.” (Êxodo 20:3).

D’us ainda escolhe uma linguagem de marido e mulher ao nos repreender quanto a isso.

Não te prostrarás diante deles nem lhes prestarás culto, porque eu, o Eterno teu D’us, sou D’us ciumento.” (Êxodo 20:5).

D’us tem ciúmes de nós e deseja nossa união com Ele através dos mandamentos da Torá:

Após o Eterno, vosso D-us, andareis, a Ele temereis, Seus mandamentos guardareis e a Sua voz ouvireis. A Ele servireis e Nele vos unireis.” (Deuteronômio 13:5).

Infelizmente muitos Judeus nunca tiveram a oportunidade de experimentar um relacionamento sincero com D’us através da Torá. Eles se tornaram alvos dos missionários, que usam a mensagem de Paulo para convencê-los que a Torá é um peso do qual o cristianismo os libertará. É triste ver que essa mentira alcançou milhares de Judeus e não-Judeus no mundo inteiro.

Por isso nosso trabalho é tão importante. Mostrar ao mundo a beleza e grandeza da nossa Torá e como podemos nos relacionar de maneira tão verdadeira com nosso D’us. O primeiro passo é fácil, basta compartilhar essa mensagem.