Sobre Poncius Pilatos – Significado do nome “Barrabás”

O Pôncius Pilatos histórico era arrogante e déspota. Ele odiava os Judeus e nunca delegou nenhuma autoridade neles, no entanto, na mitologia Cristã, ele é retratado como um governante preocupado que se distancia das acusações contra Jesus e que foi forçado a obedecer às pretensões dos Judeus.

De acordo com a mitologia Cristã, em cada Passagem os Judeus pediriam a Pilatos para libertar um qualquer criminoso que eles escolhessem.

Isto é, claro, uma mentira espalhafatosa. Nós Judeus nunca tivemos o costume de libertar criminosos culpados em Pessach ou em qualquer outra época do ano. De acordo com o mito, Pilatos deu aos Judeus a chance de libertar Jesus, o Cristo, ou um assassino chamado Jesus Barrabás.

Os Judeus são supostos por ter entusiasticamente escolhido Jesus Barrabás.

Esta história é uma malévola mentira anti-semita, uma das muitas mentiras semelhantes encontradas no Novo Testamento (majoritariamente escrito por anti-semitas.) O que é particularmente odioso nesta história sem sentido é que é aparentemente uma distorção de uma história mais antiga que clamava que alguns Judeus tinham pedido para Yeshu ha-Notsry ser liberto.

O nome “Barrabás” é simplesmente a forma Grega do Aramaico “bar Abba”, que significa “filho do Pai”. Assim, “Jesus Barrabás” originalmente significava “Jesus o filho do Pai”, em outras palavras e como se fose o jeus dos cristãos. Quando a história antiga clamava que os Judeus queriam que Jesus Barrabás fosse solto, estava a referir-se ao Jesus usual.

Alguém distorceu a história afirmando que Jesus Barrabás era uma pessoa diferente do lendário Jesus Cristo que foi criado na imagem de Yeshu e isto enganou os Cristãos Romanos e Gregos, que não sabiam o Significado do nome “Barrabás”.

Existe algo bem agravante nessa estórinha; um erro craso:
O Julgamento de Jesus, descrito em Mateus cap. 26:57-68, está completamente errado. Por que? Segundo o novo testamento o julgamento ocorreu numa noite de sexta-feira, no primeiro dia de Pêssach, na noite do Sêder, após a conclusão do Sêder.
Em primeiro lugar, é proibido julgar qualquer causa em Shabat, qualquer judeu sabe disso.
Em segundo lugar, é proibido prender qualquer pessoa em Shabat.
Em terceiro lugar, não se pode julgar ninguém nos sete dias de Pêssach.
Em quarto lugar, para julgar sentença de morte são necessários 70 membros do Sanhedrin (Sinédrio), coisa que não existia mais desde os tempos de Pompeu (66 a.e.C). Por isso, o Sanhedrin não emitiu nenhuma sentença de morte nessa época.

O presidente do Sanhedrin na época não era Caifás, era Gamliel II, neto de Raban Gamliel, bisneto de Rebi Yehudá Ha-Nassí.

Os julgamentos de sentença de morte têm de ser presididos pelo presidente do Sanhedrin.

Quem é Caifás? Fora do novo testamento, este senhor não existe!

Além disso, o julgamento esbarra nos seguintes mandamentos:
Um juiz não pode cometer injustiças.
Um juiz não pode favorecer o pobre por ser pobre.
Um juiz não pode proteger uma das partes, principalmente se a parte for alguém importante. LEVÍTICO CAP. 19 15.
“Não fareis injustiças no juízo; não favorecerás as faces do mendigo (quando ele não tiver razão), nem honrarás as faces do poderoso; com justiça julgarás o teu próximo. Um juiz não pode distorcer um julgamento contra uma pessoa de má reputação.” ÊXODO CAP. 23 6.

Não perverterás o julgamento de teu indigente em sua casa. Por mais que os cristãos queiram argumentar que foi uma ilegalidade por parte de Caifás, o julgamento nesses moldes jamais teria qualquer apoio da comunidade daquela época.

Além disso: Toda sentença de morte tem de ser julgada pelo presidente do Sanhedrin, na alegada época, no governo de Herodes Antipas, o presidente do Sanhedrin era Gamliel II. A punição judaica para o falso profeta é o estrangulamento, já que não está especificada.

A crucificação é uma punição romana, o Sanhedrin não executava leis romanas. DEUTERONÔMIO CAP. 18 20 Mas o profeta que falar propositadamente alguma coisa em Meu Nome, que não lhe ordenei falar, ou que falar em nome de outros deuses, este profeta morrerá.

Na hora da crucificação a citação de Tehilim dita por Jesus está errada. MATEUS CAP. 27:46-54. 46 E perto da hora nona exclamou Jesus em alta voz, dizendo: Eli, Eli, lamá sabactâni; isto é, Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? A tradução está correta, mas o que está escrito lá não é sabactâni, é azavtâni.  “Sabactâni” significa “me humilhaste” e não “me abandonaste”.

Quem entender hebraico, ou mesmo souber ler corretamente pode averiguar o Passuk no Tehilim 22:2, a tradução é a seguinte: SALMOS 22 2 “Meu D’us, Meu D’us, por que me desamparaste (azavtâni)? Distante de minha salvação (estão) as palavras de meu clamor.”.

De todos os outros acontecimentos narrados nesse trecho não existe nenhuma prova, nenhuma fonte histórica, H.G. Wells fala longamente sobre isso. (The Outline of History).

Quando o novo testamento narra como foi o enterro de Jesus ele comete um erro crasso. Qualquer judeu sabe que, nos rituais fúnebres, homens lavam corpos de homens e mulheres lavam corpos de mulheres, não é assim que é descrito o enterro de Jesus. Além do mais, qualquer judeu sabe que é proibido preparar corpos em Shabat, ainda mais quando esse Shabat cai no primeiro dia de Pêssach, o evangelho diz claramente que o corpo de Jesus foi preparado em Shabat, leiam com atenção.
Mateus 27:55-56.

Olá meu amigo, eu li alguns trechos da comuna e vi que ele se distanciou do quadro em questão.

Percebi que alguns relutaram em meio a verdade e esquecem detalhes importantes sobre os fundamentos históricos, o que seria, as vertentes sempre são duas onde a verdade não é absoluta justamente pelos que escrevem a história e aqueles que a história fica nas entre linhas, porém na história, uma mentira bem contada pode se tornar uma verdade.

Isso aconteceu com a lenda Jesus, sim uma lenda, pois aonde são supostamente dito os acontecimentos sobre este mito, nunca bateu com a história. Quanto o que eu li naquela comuna sobre mitologia foi uma graça, o que li foi um pessoa dizendo que mitologia é o que chamamos das religiões dos outros. Bom, Mitologia vem de mithos=lenda; logia= tratado ou estudo, então Jesus como não existe bases históricas a ele podemos considerar sua estória como mito ou folclore.

Resumo

Os cristãos, podem pensar, desta forma, eu precisso acreditar nisso, pois eu não quero ir para o inferno. Mas o que eles não sabem, que acreditando ou não se seguirem as lei de noahides já estarão no mundo vidouro, pois até a mais pérfida alma retorna a Ha’Shem! Independente desta lenda chamada Jesus.