V – Algumas pérolas neotestamentárias, confusões e contradições sem fim, as falsas profecias de Jesus Nazareno, a identificação do verdadeiro Messias de Israel

5.1 Para comprovar-se o elenco de contradições, falsas profecias, confusões e não raro a má fé dos autores do “Novo Testamento”, no vão esforço de tornar a nossa Torah obsoleta e, assim, apresentar as escrituras cristãs como sucedâneo do que se habituaram a chamar de “Velho Testamento”, ou seja, a Bíblia Judaica, basta fazer uma simples leitura e comparação dos textos abaixo citados. Infelizmente, até mesmo esse cotejo causa medo nos cristãos e nos chamados “judeus messiânicos”, porque suas crenças simplesmente desabam, ao primeiro contato com a falta de inspiração Divina de seus escritos sagrados. A lista abaixo, como se percebe, não esgota o tema. Das centenas de contradições, escolhemos algumas, para meditação dos leitores.

5.2 Naturalmente, os exegetas da fraude não se cansarão de tentar explicar o inexplicável, para convencer os crédulos de que o Messias já veio há quase dois mil anos atrás, embora as profecias fidedignas sobre a Era Messiânica somente agora começam a fluir, com a aproximação dos tempos designados como Acharit Hayamin – com a entrada de Israel, como Nação organizada, no centenário mundial, com o retorno dos Judeus ‘a Terra de nossos ancestrais, com a crescente onda de anti-semitismo despontando nos horizontes sóciopolítico e econômico das nações, com o despertar dos Judeus para a Torah, inclusive os descendentes dos convertidos ‘a força ao cristianismo, e, mais ‘a frente, com a breve restauração da Profecia em Israel e a construção do Terceiro Templo no Monte Moriah. Por isso, simplesmente, não seria possível ver-se em Jesus o nosso Messias, porquanto, nos seus dias, no primeiro século da Era Comum, diferentemente do que todos os israelitas esperavam, não floresceu o justo e nem se viu a esperada abundância de paz e nenhum Governo messiânico foi estabelecido! (Salmo 72:7, no texto hebraico 72:8). Além disso, Jesus morreu, algo que não esperamos de Rei-Messias, procedente da casa de David (Isaías 9:7; Daniel 7:14; Salmo 61:6, 7, no texto hebraico 61:7, 8) Anelamos, com fervor, pelo dia em que nosso Messias Se manifestará, para a felicidade de todos os descendentes de Nóe!

5.3 Em questão de identificação do Messias de Israel, é vital analisar algumas das exigências fixadas no Tana”ch. Os pré-requisitos messiânicos são amplos, e está bem claro que Jesus não satisfez a nenhum deles; ele apareceu no cenário fora do tempo, não concretizou a libertação de Israel, não reuniu as Tribos dispersas, não pôde restaurar o Templo, porque em sua época não estava destruído, não estabeleceu a paz entre as Nações e, ao contrário, seus professos seguidores, nos últimos vinte séculos, promoveram guerras sem fim, inclusive as duas Guerras Mundiais, além da incessante perseguição dirigida contra os Judeus. Do elenco de exigências que o candidato a Messias deverá satisfazer, de maneira plena, cabal, convincente e definitiva, registramos doze. Eilas: a) O Messias é Judeu ( Números 24:17; Deuteronômio 17:15; 18:15); b) ele é descendente da tribo de Judá (Gênesis 49:10); c) ele é descendente do rei David (2 Samuel 7:11-29; Salmo 89:29-37; Jeremias 23:5; 33:17; 1 Crônicas 17:11); d) ele é descendente do rei Salomão (1 Reis 9:4, 5; 1 Crônicas 22:9, 10; 2 Crônicas 7:18); e) não pode ser descendente de Jeconias (Jeremias 22:24-30); f) ele reunirá e restaurará as tribos dispersas de Judá e de Israel, unificando as duas casas (Isaías 11:1, 10-12, 16; 27:12,13; 43:5, 6; Jeremias 3:18; 50:4; Ezequiel 37:16-25); g) sua vinda está associada ‘a construção do Terceiro Templo, que será símbolo da Aliança de Paz (Ezequiel 37:26-28; Isaias 2: 1-4); h) o Messias, com a sua chegada, vem aos que abandonaram o pecado e acabará com a maldade e a pecaminosidade (Isaías 59:20, 21; 60:21; Jeremias 50:20; Ezequiel 37:23; Sofonias 3:13; Malaquias 3:19 [4:1, texto cristão]; i) a Humanidade alcançará a plena consciência da Vontade Divina (Isaías 11:1, 9 40:5; Habacuque 2:14; Jeremias 31:31-34; Joel 3:1. 2 (2:28, 09, texto cristão); j) o reinado do Messias na Terra resultará em serviço universal da Humanidade ao Criador, com paz total entre os homens e na natureza, e todos falarão um só idioma e estarão felizes com as abundantes provisões de toda ordem (Sofonias 3:9; Isaías 2:2-3; 11:1-9; 65:25; Miquéias 4:1, 2; Zacarias 9:10, 16; 14:9; Salmo 72:8-18; Oséias 2:20; Ezequiel 36:29, 30; Amós 9:13); k) ocorrerá a ressurreição física e espiritual dos mortos (Isaías 26:19, Ezequiel 37:12-14; Daniel 12:2; Jó 19:25-27; 33:25-28); e 1) o Messias trará o fim das doenças e da morte! (Isaías 35:5, 6, 10; 25:8; Oséas 13:14). Nos últimos vinte séculos, a História encarregou-se de provar que Jesus não satisfez as profecias messiânicas. Ele não é, definitivamente, o nosso Mashiach!

5.4 No tocante às falsas profecias de Jesus Nazareno, não nos esqueçamos que basta uma palavra falsa para que o pretenso profeta seja rejeitado – não merece nosso temor (Deuteronômio 18:20-22). É obvio que os exegetas cristãos tentam, desesperadamente, emprestar interpretações diversas para as falsas profecias de Jesus. Não convencem, porém, dada a clareza meridiana de tais enfoques pseudoproféticos. Basta conferi-los:

a) Mateus 16:28: “Em verdade vos digo que alguns aqui se encontram que de maneira nenhuma passarão pela morte até que vejam o filho do homem no seu reino.” Seria a farsa da transfiguração o reino? Fiquemos com Daniel 2:44, sobre o Reino do Messias ser real, capaz de destruir os governos adversários;

b) Mateus 10:23: “Em verdade vos digo que não acabareis de percorrer as cidades de Israel, até que venha o filho do homem”. Talvez, por isso, os missionários e os “judeus messiânicos” estão loucos para imigrar a Israel, porque, afinal, essa pregação já dura quase 2000 anos e precisa ser finalizada, já que os primitivos pregadores ser finalizada, ainda não concluíram seu trabalho em todas as cidades israelenses. Como não existe outro cenário, Jesus mentiu e é mais um falso profeta;

c) Mateus 24:14: “E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então virá o fim”. E o evangelho já foi pregado em todo o mundo? “Sim!” – responde o apóstolo Paulo: “não vos deixando afastar da esperança do evangelho que ouvistes, e que foi pregado a toda criatura debaixo do céu, e do qual eu, Paulo, me tornei ministro” (Colossenses 1:23). E por que o fim do mundo não veio? Porque Jesus mentiu! E mentiu feio mesmo: “Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que tudo isto aconteça” (Mateus 24:34). Onde será que está morando uma pessoa sequer daquela geração, que ouvi a mensagem de Jesus? Tem que sobrar ao menos um… ou era bluff! Jesus é um falso profeta!

d) João 12:32: “E eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a mim mesmo”. Por que será que os chineses e os indianos – uma grande parte da Humanidade – não foi atraída por Jesus? Por que o islamismo está crescendo mais do que o cristianismo?

5.5 Ora, que falsas profecias são essas? Todos os discípulos de Jesus morreram, devem ter percorrido todas as cidades de Israel e pregaram no mundo todo, como disse Paulo! Mas nada aconteceu. Seriam tais vãs promessas sinais identificadores do Messias? Querem que nós, judeus, acreditemos em tais mentiras “pela fé”? Como explicar a nós, judeus, que, há quase dois milênios, mesmo quando impedidos de orar nesse lugar sagrado, contemplamos o muro das Lamentações, o nosso Kotel, como prova evidente de que um dia o Beit HaMikdash será reedificado – diante de falsa profecia de Jesus de que nada sobraria do Templo? Ora, as pedras do Kotel HaMaaravi continuam umas sobre as outras. A profecia de Jesus falhou espalmadamente: “Em verdade vos digo que não ficará pedra sobre pedra que não seja derribada” (Mateus 24:2). As pedras estão lá – contradizendo o Nazareno!

5.6 Há, ainda, algumas coisas intrigantes nos ensinos e condutas de Jesus que causam espécie, quando se considera a grande expectativa construída pela igreja cristã de ser ele o Messias. Vejamos alguns fatos:

a) Jesus era capaz de amaldiçoar uma figueira, simplesmente porque a pobre árvore estava sem frutos, “porque não era tempo de figos” (Marcos 11:13). Que maldade antiecológica! Que violação da Torah! (Deuteronômio 20:19). Será que os cristãos dirão que o vento era simbólico e representa a rejeição de Israel? (Lucas 13:6-8) Ou Pedro está com a razão, ao ter observado que até as raízes da figueiras secaram? (Marcos 11:20, 21). Ora, se tais raízes secas são o Judaísmo, como querem alguns teólogos, o cristianismo, que, alegadamente, teria origem nessas raízes, estaria em grandes apuros! (Romanos 11:16-18);

b) Jesus tem compromissos com a família? Parece que não: “Se alguém vem a mim, e não odeia seu pai, sua mãe, sua mulher, seus filhos, seus irmãos, suas irmãs, sim, até a própria vida, não pode ser meu discípulo” (Lucas 14:26). Os cristãos correm para explicar: “odiar, ou seja, amar menos”, conforme nota marginal desse texto, nas traduções. Diferentemente do profeta Elias, que permitiu a Eliseu despedir-se de seus pais e amigos (1 Reis 19:19-21), Jesus não mostrou compaixão com um prospectivo seguidor, que alegou sua preocupação com seu pai falecido: “Permite-me ir primeiro sepultar meu pai. Respondeu-lhe, porém, Jesus: Segue-me, e deixa aos mortos o sepultar os seus próprios mortos” (Mateus 8:21, 22). Jesus, ademais, proibiu que seus seguidores chamassem o genitor de “pai” (Mateus 23:9), o que o Criador não fez (Gênesis 2:24; Êxodo 20:12). Os verdadeiros Profetas discordam do Nazareno, quanto a essa proibição estender-se também ‘a esfera espiritual (2 Reis 2:12; 6:21; 13:14). Não admira que os parentes de Jesus o considerassem louco! (Marcos 3:21);

c) Os cristãos aplicam a Jesus a nomenclatura de Isaías 9:6; assim, ele seria o “Príncipe da Paz”. Custa acreditar, diante e suas palavras: “Não penseis que vim trazer paz ‘a terra; não vim trazer paz, mas a espada. Pois vim causar divisão entre o homem e seu pai; entre a filha e sua mãe e entre a nora e sua sogra” (Mateus 10:34,35). Não admira o ódio reinante na História, entre cristãos e deste para com os chamados “pagãos”. De fato, o mestre mandou os discípulos adquirirem até espadas, para certa ocasião! (Lucas 22:35-38). Jesus, no fim das contas, manda que seus seguidores matem os Judeus, “seus inimigos” (Lucas 19:27);

d) As profecias falam do Messias como alguém preocupado com o destino de toda a Humanidade, pois falaria de paz aos não-judeus (Zacarias 9:10; Isaías 9:7). Mas Jesus, ao contrário, não estava muito preocupado com os gentios, proibindo seusdiscípulos de pregarem para os outros povos (Mateus 10:5-7). Com efeito, comparou uma gentia desesperada, que lhe suplicava ajuda, aos cachorros, sem direito algum! (Mateus 15:21-26);

e) Jesus levantava-se contra fatos históricos, na tentativa de confundir seus ouvintes, como fez no seu discurso sobre o maná. Segundo a Torah, o Eterno prometeu fazer chover “pão do céu” [lechem mim-hashamayim] para os hebreus (Êxodo 16:4, ver também Salmos 78:24; 105:40, texto cristão; 78:25; 105:41, texto hebraico). Mas, Jesus afirmou, categoricamente: “Em verdade vos digo: Não foi Moisés quem vos deu o pão do céu. O verdadeiro pão do céu é meu Pai quem vós dá.” “Vossos pais comeram o maná no deserto, e morreram”. “Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém dele comer viverá eternamente” (João 6:32, 49, 51). A mensagem ficou sem sentido: os hebreus comeram o “pão do céu”, e morreram; os cristãos, mesmo comendo o seu “verdadeiro pão do céu”, continuam mortais. Que disparate!

f) Jesus se comparava a um ladrão (Mateus 24:43, 44) apesar dos malefícios dessa comparação (João 10:10). Ademais, não achava preocupante o terem chamado de comilão e beberrão, se ele dava razão para isso (Mateus 11:19), embora tal conduta o atingisse moralmente (Provérbios 23:20, 21); e ofendia a incolumidade pública em questões de higiene e purificação (Lucas 11:37, 38; Mateus 15:2), desrespeitando a autoridade divinamente constituída! (Deuteronômio 17:8-13).

5.7 Realmente, se as pessoas levassem a sério os ensinos de Jesus e imitassem a sua conduta (João 13:15), a Humanidade estaria cheia de mutilados pela fé (Mateus 5:29, 30); de famílias destruídas pelo ódio (Lucas 14:26; Mateus 10:35); de covardes, sem senso de dignidade (Lucas 6:29); de miseráveis e perdulários, por de perderem o reino dos céus (Mateus 19:21-24); de homens cadastrados (Mateus 19:12); de subnutridos, por tantos jejuns (Mateus 5:20); Lucas 18:12); de ladrões justificados pelo mau exemplo (Marcos 11:1-6; João 13:15); de destacadores da autoridade constituída! (Lucas 13:31,32); de espancadores nas igrejas (João 2:15); e de porcos endemoninhados (Marcos 5:1-17). De fato, causa espécie certa análise da conduta do mestre!

5.8 Convém, ainda, fazer um breve registro da desonestidade das citações parciais do Tana”ch no “Novo Testamento”. Se parte essencial do texto é omitida, um novo ensino ou aplicação do texto é omitida, um novo ensino ou aplicação profética deturpada vem a lume. Como já visto, isso ocorrerá com o texto de Oséias 11:1, citado em Mateus 2:15, onde se lê apenas a Segunda parte do versículos de Oséias 11:1. Ademais, o verbo está no passado, porque se refere ‘a libertação dos hebreus no Egito. Um outro exemplo é a citação de Isaías 42:1-4, em Mateus 12:18-21. O texto de Isaías 42:4 (muito mal traduzido pelos cristãos, por motivo óbvio) é omitido na parte que declara: “não será ferido [morto – ver Levítico 24:17, onde ocorre o mesmo verbo hebraico ych´heh], nem correrá [ou se ausentará] até pôr na Terra a Justiça”. Como Jesus foi ferido e morto, e foi ao Céu, segundo os evangelhos, sem que a Terra experimentasse a prometida Justiça, o escritor de Mateus (ou seu reescritor) retirou essa parte do texto, para evitar “mal-entendidos”. Mas está claro: Jesus não é o Messias, se essa aplicação de Isaías, pelos cristãos, estivesse correta.

Ademais, sobre esse texto, recorda-se que nas Bíblias cristãs há título explicativo acima de Isaías 42:1 – “O Servo do Senhor”, reportando-se a Jesus; mas, no mesmo capítulo 42, acima do verso é cego e surdo”, as Bíblias cristãs substituem o seu messias por Israel: “Lamento sobre a cegueira de Israel”, dizem. Ou seja, se a matéria é boa, é aplicada a Jesus, se contém repreensão, aplica-se aos judeus! Esse expediente de ocultar o restante do texto foi muito explorado por Paulo, como em seu argumento de que Jesus é filho primogênito de D-us, em Hebreus 1:5 onde cita parte de 2 Samuel 7:14: “Eu lhe serei pai, e ele me será filho”. E o restante do versículo? “E quando ele cometer iniquidade, irei corrigi-lo com vara de homem, com açoites de filhos de Adão”. Tal exercício, portanto, é desonesto – ou o versículo todo se aplica a Jesus, ou, não.

5.9 De todo o conjunto de defeitos neotestamentários, citamos apenas alguns, abaixo, além dos acima abordados, com comentários, recomendados que sejam lidos os textos indicados, para patentear-se a visão caótica desses escritos, que são tidos como “inspirados por D-us”. Facilmente, o pesquisador descobrirá que a Humanidade vem acreditando em fraudes religiosas, que causaram tantas guerras e mortes, e principalmente tanta hostilidade e brutais perseguições contra o Povo de Israel, porque jamais nosso Povo deixou de crer na sagrada Torah, para ser manipulado por invenções humanas. Eis alguns exemplos dessa estranha situação, que permeia todo o “Novo Testamento”, desqualificando-se como Palavra de D-us:

a) Contradições, falsas profecias e confusões nas palavras e condutas de Jesus, ou nos relatos sobre ele:

1) Jesus disse que seus discípulos não terminariam de pregar nas cidades e Israel e nem morreriam antes de verem chegar o Filho do Homem no seu reino – mas pareceu que Jesus não sabia o que era o reino de D-us, pois sua profecia não aconteceu: os seus discípulos morreram, sem que p Reino tivesse aparecido, pelo menos não o de D-us! (Mateus 10:23; 16:28; 24:14; Daniel 2:44);

2) A profecia que fala que Jesus seria chamado de “Nazareno”, conforme registrada em Mateus 2:23, simplesmente nunca existiu na Bíblia Judaica, e nem a cidade de Nazaré existiu no tempo dos profetas de Israel! Aqui há um patente acréscimo na profecia, expondo a pessoa como mentirosa (Provérbios 30:5, 6);

3) Segundo o Evangelho de Mateus (21:18-20), Jesus amaldiçoou a figueira e ela secou-se imediatamente; discordando de Mateus, Marcos (11:12-14, 20, 21) informa que somente no outro dia os discípulos perceberam que a figueira secara. É importante registrar, aqui, não só falta de sensibilidade de Jesus, para com a figueira, pois, como registrou Marcos (11:13), “não era tempo de figo” – e o Nazareno devia saber disso – como também a gravidade da conduta de Jesus, ao ter destruído uma árvore frutífera, violando a Torah, inclusive, porque o figo é uma das sete frutas que honram a Terra de Israel (Deuteronômio 20:19; 8:6-9);

4) Jairo pede a Jesus ajuda ‘a filha que estava morrendo (Lucas 8:41-42); contradizendo Lucas, Mateus diz que Jairo pediu ajuda quando a filha já estava morta (Mateus 9:18);

5) Ao sair de Jericó, Jesus curou dois cegos (Mateus 20:29, 30); não foi bem assim, pois ele curou apenas um cego (Marcos10:46, 47);

6) Zacarias, disse Jesus, equivocado, era filho de Baraquias (Mateus 23:35); mas não era nada disso, pois Zacarias era filho de Yehoiada (2 Crônicas 24:20-22). Na verdade, esses personagens, citados por Jesus, encontram-se em Flávio Josefo (Guerra dos Judeus contra os Romanos, cap. 19, parte 321), e se trata de evento ocorrido cerca de quarenta anos após a morte do Nazareno, que, assim, não poderia Ter falado sobre tal ocorrência, como fato histórico;

7) Dois discípulos buscaram uma jumenta e um jumentinho para Jesus (Mateus 21:2-7); mas Marcos escreveu diferentemente – era apenas um jumentinho, sem a mãe (Marcos 11:2-7);

8) Um “novo mandamento” foi dado por Jesus, escreveu João (João 13:34); mas foi um equívoco, pois não há “novo mandamento” algum, escreveu João depois (1 João 2:7, 8; 2 João 5);

9) Jesus afirma, em Lucas 16:16, que a Torah e os profetas vigoraram apenas até João Batista. Mas, espere! Mesmo assim, Jesus afirma que não cairá um yud [menor letra do alfabeto hebraico] da Torah, e isso no versículo seguinte! (Lucas 16:17); segundo ele, ademais, ela continua em vigor e não cairá nenhum dos seus menores mandamentos! (Mateus 5:17-19);

10) Quem fez o pedido para que os irmãos Tiago e João se sentassem, um ‘a direita’ e outro, ‘a esquerda’ de Jesus, em seu reino? Mateus (20:20,21) afirma que foi a mãe deles; Marcos (10:35-37) assegura que foram os dois discípulos que fizeram o pedido pessoalmente;

11) Jesus disse que João Batista era o prometido Profeta Elias, que deveria vir antes do terrível Dia do Eterno (Mateus 11:12-14; 17:10-13); João Batista, porém, desmentindo a Jesus, disse: “Eu não sou Elias” (João 1:19-21). Obviamente que João estava certo, porque a promessa não era do nascimento de uma criança, que assumiria apenas o modus operandi do Profeta, mas da vinda do Profeta Elias, ele próprio (Malaquias 4:5, 6 [traduções cristãs]; Malaquias 3:23, 24 [nas Bíblias hebraicas]);

12) Jesus, antes e depois de sua ressurreição, sabia de todas coisas (João 16:30; 21:17); não, não é bem assim, pois ele não sabe de tudo não, nem antes e nem depois da ressurreição (Mateus 24:36; Atos 1:7);

13) Jesus disse que os judeus o conheciam e sabiam de onde ele era (João 7:28); mas, de repente, deu um branco em Jesus, e ele disse que os judeus não o conheciam e não sabiam de onde ele viera (João 8:14, 19);

14) Jesus disse que não veio abolir a Lei e os Profetas (Mateus 5:17-19); mas, seu fiel discípulo Paulo, mesmo confessando que cria em tudo que estivesse de acordo com a Lei e os Profetas (Atos 24:14), ensinou que Jesus aboliu a Lei, na sua morte (Efésios 2:15);

15) Jesus foi crucificado no lugar chamado Gólgota, que seria uma montanha árida (Mateus 27:33, 60; Lucas 23:33, 53); mas João discorda e diz que no local havia um horto (João 19:17, 41);

16) Mateus (27:32), Marcos (15:21) e Lucas (23:26) afirmam que Sismão, de Cirene, levou a cruz para Jesus, em boa parte do percurso; mas João não viu nada disso, afirmando que Jesus, “ele mesmo”, levou a cruz até o lugar da crucificação (João 19:17);

17) A profecia diz que o Messias reinará em Israel (Miquéias 5:2); Jesus disse que seu reino não era deste mundo (João 18:36);

18) Jesus, ao que parece, não pode ser confirmado, em sua genealogia, como filho de um só ancestral, pois, enquanto Mateus (1:6, 7) diz que ele é descendente de Salomão, Lucas (3:31-32) diz que é descendente de Natan, irmão de Salomão, ambos filho de David;

19) Nos dias de Jesus, o Povo de Israel estava dominados pelos romanos – o que contradiz, caso ele fosso o Messias, o que predito em Jeremias 23:4, 5: “Nos seus dias, Judá será salvo e Israel habitará seguro”. Assim, não poderia o país estar ou permanecer sob jugo estrangeiro;

20) Maria não é apresentada, nos evangelhos, como descendentes de David, mas apenas José, que é chamado, textualmente, de “filho de Davi” (Mateus 1:20; Lucas 1:27; 2:4, 5). Na verdade, Maria era parenta de Isabel, que foi chamada de uma “das filhas de Arão” (Lucas 1:5, 36), ou seja, Maria também era descendente de Levi, o que mostra que David não era ancestral de Jesus, situação que anula, para o Nazareno, qualquer perspectiva messiânica, caso fosse buscada pela via materna. Como sabido, a dinastia davídica se concretiza apenas pela linhagem paterna (2 Samuel 7:11-29; Salmo 89:35-37; Jeremias 23:5 etc), e os evangelhos, por sua vez, mostram que Jesus não era filho biológico de José (Lucas 3:23; Mateus 1:18-25). Não há como Jesus ser o Messias!

21) Jesus disse que os gentios seriam seus assassinos (Lucas 18:31-33); depois, diz que seriam os próprios judeus que o matariam (Lucas 20:13, 14);

22) João escreveu que os soldados romanos pregaram Jesus na cruz (João 19:23), mas Pedro disse que foram os Judeus que pregaram Jesus na cruz e o mataram (Atos 2:23; 5:30);

23) Paulo ensinou que a ressurreição de Jesus é a base da salvação (1 Coríntios 15:12-19); mas, discordando, antes, Jesus ensinou que a ressurreição não é base para a salvação, mas, sim, a obediência a Moisés e aos Profetas de Israel (Lucas 16:27-31);

24) A Torah diz que o Profeta Prometido por D-us seria semelhante a Moisés (Devarim 18:15-19); mas Paulo (se ele for o escritor da Carta aos Hebreus) diz que Jesus não é semelhante a Moisés, mas muito superior a ele, sendo deus (Hebreus 1:8-12; 3:1-6);

25) Quem explica: “Eu e o Pai somos um” (João 10:30), uma estranha declaração de Jesus sobre ele e D-us estarem em pé de igualdade, com esta outra: “O Pai é maior do que eu” (João 14:28)?

26) O Eterno disse que nunca um Rei se levantaria com maior glória e sabedoria do que Shlomoh (Salomão) (1 Reis 3:13; 2 Crônicas 1:12); mas, Jesus, que não negou ser pretenso rei (João 18:33-37; Mateus 27:11), disse que ele era maior do que Salomão (Mateus 12:42);

27) Jesus incentivou os discípulos a se armarem de espadas, pois fazer uma revolução seria o objetivo de sua vinda ‘a Terra (Lucas 22:36; 23:2, 3); depois, vendo inútil a ação armada de seus discípulos, em seu favor, proíbe o uso da espadas (Mateus 26:51-56);

28) Jesus disse que, dos alimentos que ingerimos, nada vai ao coração, mas vai tudo para os intestinos e dali para o esgoto (Marcos 7:18, 19); discordando, corretamente, Paulo pregava que, dos alimentos que ingerimos, algo vai para o coração, em forma de sangue, evidentemente (Atos 14:17);

29) Isaías predisse que o Servo do Eterno não seria destruído até estabelecer a Justiça na Terra (Isaías 42:4); Jesus, a quem os cristão aplicam essa profecia (Mateus 12:18-20), morreu, como todos os seres humanos, pois era mortal (Marcos 15:37), e a Justiça não foi estabelecida na Terra, desde então, como esclareceu Paulo (Romanos 3:9, 10);

30) Jesus disse que o ensino dos escribas e fariseus era correto e deveria ser obedecido (Mateus 23:1-3). No entanto, ensinou que seus discípulos deveriam ser mais justos que os escribas e fariseus (Mateus 5:20), e condenou a obediência dos fariseus ‘as Mitzvot [mandamentos] da Torah (Lucas 18:9-14)

31) Jesus declarou-se “manso e humilde de coração” (Mateus 11:29); mas chamou uma gentia de ‘cadela’ (Mateus 15:21-27) e usou um chicote de cordas para expulsar pessoas do Templo (João 2:13-16);

32) Jesus ensinou a não usar-se palavras insultosas aos irmãos (Mateus 5:22), o que ele não fazia (Mateus 23:13, 15, 16, 17, 24, 27, 33; Lucas 11:43-46; João 8:44);

33) Jesus disse ao Satan que só D-us deveria ser adorado (Mateus 4:10) e ensinou que o verdadeiro adorador adora apenas o Pai (João 4:23); mas consentiu em ser adorado e não repreendeu seus adoradores (João 9:38; Mateus 8:2; 9:18), algo que os anjos não aceitam (Apocalipse 19:10) e Jesus, mesmo sendo menor do que os anjos, aceitou (Hebreus 2:9);

34) A ascensão de Jesus teria ocorrido na Galiléia, onde proferia suas últimas ordens (Mateus 28:16-20; Marcos 16:7, 19); não, Lucas discorda, a ascensão ocorreu em Betânia, perto de Jerusalém, onde morava o discípulo amado, Lázaro (Lucas 24:50-52; João 11:1,3, 36);

35) Jesus aprendeu obediência pelo sofrimento, diz Paulo (Hebreus 5:8); Jesus discorda, afirmando que a obediência deve ser motivada pelo amor(João 15:10);

36) Jesus orou pela unidade de seus seguidores (João 17:20-22); mas Paulo, mesmo pedindo a unidade de pensamento e ensino (1 Coríntios 1:10), acreditava que há benefício na existência de divisões na igreja, como historicamente o cristianismo tem apresentado, com inúmeras seitas e ensinos contraditórios (I Coríntios 11:19);

37) Jesus disse que todas as coisas do Pai eram suas igualmente (João 16:15; 17:10; Mateus 11:27); ele também disse que o ladrão vem para roubar, matar e destruir (João 10:10). Mesmo assim, ele é apresentado como vindo novamente ‘a Terra não como legítimo proprietário de tudo e de todos, mas como um ladrão que vem roubar (Apocalipse 16:15; Mateus 24:43, 44);

38) O Salmo 119:98 ensina que os judeus podem ser mais sábios do que seus professores, pelo estudo da Torah; Jesus, porém, apesar de apresentar-se como “Senhor e Mestre” (João 13:13), entende que seus seguidores são uma hoste de ignorantes, porque as pessoas do mundo são mais sábias que seus discípulos, que devem, concordemente, considerar-se inúteis (Lucas 16:8; 17:10);

39) O profeta Isaías diz que o Redentor virá aos que já se afastaram dos pecados (Isaías 59:20); mas tanto Jesus como Paulo inventaram a ‘libertação do pecado’ (João 8:31-36; Romanos 7:22);

40) Segundo o pai de João Batista, o sacerdote Zacarias, do relato do evangelho de Lucas, o Messias viria para “nos libertar dos nossos inimigos e da mão de todos os que nos odeiam”, no caso, os “inimigos” seriam os romanos, que dominavam Israel (Lucas 1:71, 74); mas Jesus, como pretenso messias, não enfrentou os romanos e pregou apenas a libertação dos pecados (João 8:31-34);

41) Jesus, em tenra idade, segundo Mateus, foi levado de Belém ao Egito (Mateus 2:1, 13-15); mas Lucas discorda dessa versão, pois após o nascimento, ou seja, quarenta dias, segundo o preceito da Torah (Levítico 12:2-4, 6-8), o menino ainda estava em Jerusalém cumprindo os rituais, e depois os pais de Jesus e o menino voltaram a Nazaré (Lucas 2:21-24, 39-41, 51);

42) Quantas mulheres foram ao sepulcro de Jesus, após sua alegada ressurreição? De acordo com João (20:1), apenas Maria Madalena; segundo Mateus (28:1), Maria Madalena estava acompanhada de uma outra Maria; já o evangelista Marcos (16:1, 2), vendo melhor, afirma que além das duas Marias, uma mulher chamada Salomé estava presente também; por sua vez, escreveu Lucas (23:54, 55; 24:1, 10) que muitas mulheres foram ao sepulcro, inclusive Maria Madalena, Joana, Maria, mãe de Tiago e outras mulheres que estavam com elas;

43) Onde foi proferido o famoso “Sermão do Monte”? Mateus (5:1) assegura que foi num monte mesmo; mas Lucas (6:17) diz que foi num lugar plano;

44) As últimas palavras de Jesus foram “D-us meu, D-us meu, por que me abandonaste?” (Mateus 27:46, 50), ou: “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito” (Lucas 23:46); ou ainda: “Está consumado” (João 19:30)?

45) Qual destas profecias de Jesus é a verdadeira: Pedro o negaria três vezes antes de o galo cantar UMA vez (Mateus 26:34, 74, 75; Lucas 22:60); ou antes de o galo cantar DUAS vezes? (Marcos 14:30, 72); ou negaria três vezes, sem que o galo tivesse cantado NENHUMA VEZ?! (João 13:38);

46) Jesus afirmou que nunca pregara nada oculto, que faltava claramente (João 18:20); todavia, recomendou aos discípulos que o que ele lhes dissesse “’as escuras”, deveriam pregar em plena luz e o que ouvissem em segredo deveriam proclamar dos eirados (Mateus 10:27);

47) Logo após o batismo de Jesus, mediatamente o “espírito o impeliu a ir ao deserto”, onde ficou quarenta dias (Marcos 1:9-13); não, não é bem assim, afirma João, pois no dia seguinte Jesus ainda se encontrava no mesmo local onde ocorrera o batismo (João 1:35, 36);

48) Cuidado ao fazer boas obras, ensinou Jesus – elas não podem ser vistas pelos homens (Mateus 6:3, 4); ou melhor disse Jesus, devem ser vistas pelos homens, como estímulo a louvarem a D-us (Mateus 5:16);

49) A quem as mulheres viram no sepulcro? Um ANJO (Mateus 28:2, 5); um JOVEM (Marcos 16:5); DOIS HOMENS (Lucas 24:4); DOIS ANJOS (João24:12);

50) Jesus é mentiroso? Ele diz que se desse testemunho sobre si mesmo, seu testemunho não é verdadeiro (João 5:31); mas afirma, a seguir, que se ele desse o testemunho sobre si mesmos, seu testemunho é verdadeiro (João 8:14);

51) Jesus foi pregado na cruz na terceira hora (nove da manhã), conforme Marcos 15:25; ou foi pregado após a sexta hora (meio-dia), de acordo com João 19:14, 15?

52) O Messias, quando vier, anunciará paz ‘as nações e será reconhecido Rei por todas elas (Zacarias 9:10). Isso não aconteceu com Jesus, que, no início de sua pregação, conforme Mateus 10:5, proibiu que as nações ouvissem sua mensagem, pois viera pregar somente ‘a Casa de Israel (Mateus 15:24). Posteriormente, teria mandado os discípulos pregarem ‘as nações (Mateus 28:19, 20);

53) Jesus disse que quando ele fosse pregado na cruz, ou levantado, atrairia todos os homens para si mesmo (João 8:28; 12:32), o que não aconteceu até os nossos dias, pois toda a Humanidade não o aceitou como messias, mas apenas uma parte dela;

54) Jesus disse que quando o evangelho fosse pregado em todas as nações chegaria o fim deste mundo (Mateus 24:14); Paulo, por sua vez, disse que o evangelho, nos seus dias, fora pregado a toda criatura debaixo do céu e nas nações (Colossenses 1:23; 1 Timóteo 3:16), mas o fim não chegou naquele tempo. Jesus havia assegurado que tudo se cumpriria numa geração (Mateus 24:34, 35), que de acordo com a Torah dura cerca de cem anos (Gênesis 15:13, 16), mas nada acontece!

55) Segundo vários textos, Jesus observava o Sábado (Shabat) (Lucas 4:16, 31, 44); e também o apóstolo Paulo e seus companheiros de viagem também o faziam (Atos 16:13-15; 17:1, 2), mas o mesmo Paulo se postou contra a observância das santas Festividades Judaicas e do próprio Shabat (Colossenses 2:16), ainda que se dizendo imitador do Nazareno (1 Coríntios 11:1);

56) Jesus contradisse a Torah na questão do divórcio: “E aquele que casar com a repudiada comete adultério” (Mateus 5:32). Na verdade, uma repudiada poderá casar-se novamente; apenas se divorciar-se de novo, após o segundo casamento, ou ficar viúva, não poderá casar-se com o primeiro marido (Deuterônomio 24:2-4);

57) Jesus contradisse a Torah no tocante ao ensino do Juramento, ao afirmar: “Eu, porém, vos digo: de modo algum jureis; nem pelo Céu, por ser trono de D-us; nem pela Terra, por ser estrado de seus pés; nem por Jerusalém, por ser cidade do grande Rei; nem jures pela tua cabeça, porque não podes tornar um cabelo branco em preto. Seja, porém, a tua palavra sim, sim; não, não. O que disto passar vem do maligno” (Mateus 5:33-37). A Torah, ao contrário, contém este mandamento: “Ao Eterno, teu D-us, temerás, a Ele servirás, e, pelo Seu nome, jurarás” (Deuteronômio 6:13; ver 10:20). Jesus considerou a obediência ao mandamento Divino uma ‘coisa maligna’, mas ele próprio jurou, e para não mentir, não assumiu ser o messias de Israel, pois ele não era (Mateus 26:63, 64).

58) Jesus mandou um leproso oferecer o sacrifício prescrito por D-us, em razão do restabelecimento da doença (Mateus 8:4; Levítico 14:2-7, 20); depois, dando uma extensão ao ensino ético dos profetas de Israel, postou-se contra os sacrifícios, dizendo que só a misericórdia bastaria aos pecadores, não o sacrifício (Mateus 9:13; ver Salmo 51:16-19[51:18-21, texto hebraico]);

59) Quem era o Cohen Gadol (Sumo Sacerdote), naquele tempo, perante quem Jesus compareceu? Era Caifás? (Mateus 26:57); ou era Anãs? (Atos 4:6; Lucas 3:2);

60) O julgamento de Jesus ocorreu perante o Sanhedrin (Sinédrio), á noite, logo após sua prisão (Marcos 4:17, 43, 46, 53, 55, 72); não, o julgamento ocorreu de manhã, perante o Sanhedrin (Lucas 22:66-71). Na terceira hipótese, segundo João, não houve reunião do Sanhedrin, mas apenas Anás interrogou Jesus e depois o enviou o Caifás (João 18:13, 19-24);

61) A Torah sustenta que o Criador repousou no sétimo dia da semana, o santo Shabat (Gênesis 2:1-3; Êxodo 20:8-11), mas o Nazareno, dizendo-se Seu filho, disse que imitava ao Pai, que trabalhava no Shabat! (João 5:8, 9). O ponto em questão, aqui, a ser considerado, não é a obra beneficente que pode ser feita no santo dia, mas o dar-lhe uma conotação de trabalho, com a natureza de obra profana, durante o tempo dedicado ‘a adoração do Criador;

62) Jesus declarou que os humanos cansados, que o buscassem, achariam alívio para suas almas, porque ele era manso e humilde de coração (Mateus 11:28, 29). No entanto, muitos o abandonaram, não suportando sua pregação confusa, ao induzir as pessoas a entender que ele lhes estava incentivando a violar a Torah, além de fazê-las sentir-se inúteis (João 6:35-60; Lucas 16:8; 17:10)

b) Contradições e confusões nos escritos, palavras e condutas de Paulo:

63) Em 2 Timóteo 3:16 está dito: “Toda Escritura é inspirada por Deus…” No entanto, o apóstolo Paulo, que escreveu essas palavras, disse que também escreveu idéias pessoais, sem inspiração Divina (1 Coríntios 7:6, 12, 25, 40; 2 Coríntios 8:10; 11:17);

64) Ninguém é justificado pela Lei, afirma Paulo (Gálatas 2:16; 3:11); mas, revendo seu ponto de vista, ele afirma, pelo contrário, que as pessoas são justificadas pela obediência à Lei (Romanos 2:13), talvez pós ler Devarim [Deuteronômio] 6:25;

65) Paulo sempre se postava contrário ‘a salvação e ‘a justificação pelas obras (Efésios 2:8, 9; Romanos 3:20; Gálatas 3:11); mas deixou escapar esta declaração: “D-us recompensa a cada segundo as suas obras” (Romanos 2:6). Não explicou, porém, como as obras não servem para a salvação, mas servem para o recebimento da recompensa, que é corolário da salvação! Aprendam, Paulo e seguidores, com Jeremias (17:13)!

66) Quem fala pelo espírito santo não amaldiçoa a Jesus, escreveu Paulo (1 Coríntios 12:3); mas o mesmo Paulo, dizendo que estava falando pelo espírito, diz que Jesus é maldito (Gálatas 3:13);

67) Segundo Paulo, a circuncisão é proveitosa para todas as coisas (Romanos 3:1, 2) e a pregava (Gálatas 5:11); mas ainda segundo Paulo, a circuncisão não serve para nada (1 Coríntios 7:19; Gálatas 6:15) e, mesmo assim, circuncidou a Timóteo, “por causa dos judeus” Atos (16:3);

68) Paulo disse que se procurasse agradar a homens, não agradaria a “Cristo” (Gálatas 1:10); depois, Paulo disse que estava agradando a todos os homens, para salvá-los (1 Coríntios 10:33);

69) Paulo disse que “todas as coisas são puras para os puros” (Tito 1:15); mas Paulo esqueceu-se de dizer que há coisas impuras, que os puros não devem tocar, e corrigiu isso (2 Coríntios 6:17);

70) Paulo disse que D-us não rejeitou Seu Povo, os judeus (Romanos 11:1, 2); mas, aborrecido com os judeus, porque não aceitaram suas apostasias, para crerem em outro deus (Devarim 13:6-11), escreveu que sobre os judeus veio a ira definitivamente, ou seja, foram rejeitados (1 Tessalonicenses 3:16);

71) Paulo escreveu que a fé não acaba com a obrigação de obedecer os preceitos da Lei Divina (Romanos 3:31) e que ele mesmo tinha prazer na Lei de D-us (Romanos 7:22), mas assegura que a Lei induz a pessoa a pecar! (Romanos 7:5-10);

72) Paulo foi portador de uma carta dos apóstolos, da qual constava que era proibido os gentios comerem comida sacrificada a ídolos (Atos 15:22-29). Depois, desobedecendo a essa decisão, Paulo diz que os gentios poderiam comer coisas sacrificadas aos ídolos, pois os ídolos não valem nada. Nesse caso, apenas os gentios não deveriam indagar se a comida tinha sido sacrificada a ídolo, embora toda carne em Corinto fosse sacrificada aos deuses (1 Coríntios 8:4, 7-10; 10:25-30);

73) O espírito santo, segundo o cristianismo, é uma pessoa Divina, que apareceu no batismo de Jesus em forma de ave, uma pomba (Mateus 1:16; João 1:32); mas Paulo escreveu que a Divindade não pode ser transformada em algo semelhante a aves(Romanos 1:23);

74) Paulo ensinava que as obras não salvam, só a fé (Éfesios 2:8, 9); no entanto, Tiago o contesta, dizendo que a fé sem obras não salva e está morta (Tiago 2:14-26);

75) Paulo conhecia o Sumo Sacerdote, que lhe dera cartas de recomendação (Atos 9:1-2); mais tarde, Paulo mente, ao dizer que não conhecia o Sumo Sacerdote, pois, pela sua posição social e religiosa, decerto o continuaria conhecendo, ainda que tivesse sido substituído (Atos 23:1-5);

76) Paulo escreveu que os mistérios de Deus foram revelados ou esclarecidos para que os gentios pudessem ser salvos (Romanos 16:25, 26); mas Pedro entendia que Paulo realmente escreveu coisas de difícil entendimento até para ele e que as pessoas poderiam ser levadas ‘a confusão pelos escritos de Paulo e virem a ser condenadas (2 Pedro 3:15, 16);

77) Paulo escreveu que a morte reinou desde Adão até Moshe (Romanos 5:14); depois, porém, escreveu que a morte existirá, reinando, até ser destruída como último inimigo da Humanidade, no fim dos tempos (1 Coríntios 15:26); na visão de Paulo, quando de sua “conversão”, os homens que estavam com ele “ouviram vozes” (Atos 9:7); mas, relatando o mesmo episódio, mais tarde, Paulo se contradiz, afirmando que os homens não ouviram a voz que lhe falara (Atos 22:9);

78) A Torah nos assegura que morreram vinte e quatro mil hebreus
desobedientes no pecado de prostituição (Números 25:9); mas, Paulo, contradizendo a Torah, diz que foram vinte e três mil (1 Coríntios 10:8);

79) Embora Judas, que era um dos “Doze” (Lucas 22:47), já tivesse
morrido antes da morte de Jesus (Mateus 27:3-5), Paulo diz que Jesus, ao ressuscitar, apareceu a ele e demais apóstolos, os “Doze” (1 Coríntios 15:5)

80) Segundo Paulo, “comida não nos recomenda a Deus”, porque “nenhuma coisa é de si mesma impura” (1 Coríntios 8:8; Romanos 14;14). No entanto, esse não é o conceito do Criador, que, desde o Jardim do Éden, fixou limites na alimentação humana e animal (Gênesis 1:29, 30). Ademais, o homem tornou-se mortal, por opção, em razão da desobediência ‘a restrição alimentícia, estabelecida pelo Pai do Céu (Gênesis 2:16, 17; 3:1-19). Por último, segundo a Torah, a alimentação é fator decisivo para nossa santificação (Levítico 11:1-47; 20:22-26). Portanto, ao desafiar a vontade Divina, com seu liberalismo Paulo ensinava seus seguidores a transgredir a Lei de D-us;

81) Embora Jesus tenha ensinado que o Satan é o ‘pai da mentira’ (João 8:44) e mesmo tendo Paulo aconselhado o crente a “deixar a mentira e falar a verdade” (Éfesios 4:25), Paulo excedeu-se, nesse contexto, ao afirmar que se alegrava que “Cristo” estava sendo pregado, mesmo que, para isso, fossem usadas, indiscriminadamente, tanto a mentira quanto a verdade! (Filipenses 1:18);

82) Uma das mais contraditórias miscelâneas teológicas de Paulo diz respeito a quem se destinam as promessas Divinas feitas a Abrahão. Paulo afirma que “as promessas foram feitas a Abrahão e ao seu descendente.

Não diz: E aos descendentes, como se falando de muitos, porém de um só: E ao teu descendente, que é Cristo” (Gálatas 3:16). Assim, nem Isaque recebeu a promessa. Depois Paulo se contradiz e declara que os gentios gálatas são “descendentes” de Abrahão e, assim, herdeiros da promessa, porque, como Isaque, seriam filhos da promessa! (Gálatas 3:29).

Posteriormente, disse que ele mesmo era da descendência de Abraão, juntamente com os demais hebreus! (2 Coríntios 11:22). A Torah, ao contrário, não fala de um descendente apenas, mas da descendência de Avraham, por todas as suas gerações, como incluídos na Aliança! (Gênesis 17:7-11; 26:3, 4; 28:13, 14).

Na verdade, não é um descendente, porque a descendência de Avraham seria como as estrelas do céu e os grãos de areia! (Gênesis 13:15-17; 15:5; 22:17);

83) A prematura ressurreição de Jesus, conforme Paulo, ocorreu no terceiro dia de sua morte, “segundo as Escrituras” (1 Coríntios 15:4). Paulo usou essa mesma expressão grega Kata tas graphas para justificar outros delírios teológicos. Pena que Paulo não tenha informado o Livro, o capítulo e o versículo onde as escrituras Judaicas predisseram a ocorrência do evento, ao terceiro dia, uma vez que a ressurreição de Jesus colide com o tempo fixado por Deus, para a ressurreição dos justos, pois, segundo as Escrituras, esse acontecimento terá lugar “no fim dos dias”, quando do ajuste da contas (Daniel 12:1, 2, 13; Isaías 26:19-21). Era assim que os primeiros discípulos de Jesus criam (João 11:23, 24). Paulo, como fizeram os que “viram” o Nazareno, depois da ressurreição, mesmo sem conhecer que era ele (João 20:14, 15; 21:4, 12; Lucas 24:15, 16), inventaram a ressurreição de Jesus, embora deixando o levantamento dos demais mortos para o fim dos tempos (1Coríntios 15:22-26);

84) Jesus disse que o Pai do Céu preocupa-se com as aves e as alimenta (Mateus 6:26), ensino que concorda com as Escrituras Judaicas (Jó 38:41; Salmo 147:9). No entanto, Paulo escreveu diferentemente e deturpou o mandamento Divino (Deuteronômio 25:4), ao declarar que o Criador não Se importa nem com os touros (1 Coríntios 9:9, 10); O caráter do D-us de Israel, no tocante a mostrar-se misericórdia e respeito para com outros seres vivos – animais e vegetais – é muito diferente do pensamento de Paulo (Deuteronômio 20:19, 20; 22:6, 7; Levítico 22:28; Provérbios 6:6-11; 12:10);

85) Paulo afirmou, categoricamente, que era “israelita, da tribo de Benjamin” (Romanos 11:1); que era “hebreu” (2 Coríntios 11:22; Filipenses 3:5); e que “judeu” (Atos 22:3). No entanto, saiu com esta declaração: “Fiz-me judeu para os judeus, para ganhar os judeus” (1 Coríntios 9:20). Ora, ninguém, que já é judeu, ‘faz-se judeu’. Ou é judeu, ou não é. Paulo é muito contraditório, ou fazia coisas que não acreditava, com os votos, inclusive enganando os demais apóstolos, que creram em sua sinceridade (Atos 18:18; 21:18-24).

c) Outras contradições, confusões e falsas profecias encontradas no “Novo Testamento”:

86) Quantas pessoas, descendentes de Yaakov (Jacó) foram ao Egito? A Torah informa que foram setenta almas (Gênesis 46:27; Êxodo 1:5; Deuteronômio 10:22); o “Novo Testamento”, em Atos 7:14, declara que foram setenta e cinco almas, inventando mais cinco pessoas desconhecidas;

87) O discípulo Estêvão, cuja aparência “era como o rosto de um amigo” (Atos 6:15), além de inventar as cinco pessoas no número dos hebreus (Atos 7:14; Deuteronômio 10:22), Israel e da nossa História – e inventou que Abrahão havia comprado o túmulo, para sepultar Sarah, em Siquém, no Norte de Israel, e que os vendedores foram os filhos de Emor (Atos 7:15, 16), mas, na verdade, o túmulo está localizado em Chevron (Hébron), no Sul, e o vendedor foi Efrom, filho de Hete (Gênesis 23:7-20; 50:13);

88) D-us não mente (Números 23:19). Mesmo concordando com isso(Tito 1:2), a Bíblia cristã (ou “Novo Testamento”) chega ao ponto de dizer que Deus pessoalmente faz alguém acreditar na mentira, para ser destruído (2 Tessalonicenses 2:11, 12). Nós, judeus, no entanto, aprendemos que o Eterno não tem prazer sequer na morte do ímpio, não induz o pecador ao erro (Ezequiel 18:23; Salmo 25:8 [9, no texto hebraico]);

89) A ordem de batizar era “em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo” (Mateus 28:19, 20); ordem que os discípulos não cumpriram ou não entenderam, pois batizavam apenas em nome de Jesus (Atos 2:38, 8:16, 10:48; 19:5);

90) A Lei, ou seja, a Torah, era um jugo insuportável (Atos 15:5, 10); no entanto, há uma retificação – os mandamentos de Deus não são pesados – 1 João 5:3 (ver Deuteronômio 30:11);

91) A Nova Aliança, prometida aos judeus – à casa de Israel e à Casa de Judá (Jeremias 31:31) – não admite que alguém ensine a seus irmãos e companheiros (Jeremias 31:34); a Nova Aliança dos cristãos, constante do “Novo Testamento”, manda: “Ide e ensinai…” (Mateus 28:20);

92) O escritor Marcos disse que o Profeta Isaías predisse a vinda do Mensageiro diante do Senhor (Marcos 1:2); que pena, o Marcos errou, pois quem disse isso foi outro Profeta, o Malaquias (3:1);

93) O evangelista Mateus (27:9) disse que o Profeta Jeremias profetizou sobre as 30 moedas de prata; realmente uma pena, pois quem predisse isso foi o profeta Zacarias (11:12);

94) Mateus diz que os principais sacerdotes compraram um campo com as 30 moedas devolvidas por Judas (Mateus 27:5-8); Pedro discorda do relato de Mateus e diz que foi Judas quem comprara o mesmo campo (Atos 1:16-18);

95) O evangelho de Mateus declara que Judas morreu enforcado(Mateus 27:5);
Mas, Pedro afirma que o traidor jogou-se de cabeça para baixo e se arrebentou, derramando seus intestinos (Atos 1:18);

96) Quantas vezes uma pessoa morre? De acordo com Hebreus 9:27,
está ordenado aos homens morrerem uma só vez; mas, segundo se lê em Apocalipse 20:6; 21:8, ainda existirá uma Segunda morte;

97) Um dos segmentos cristãos que mais crescem é o pentecostal, que tem escopo no “Dom de línguas”, ou seja, balbuciam sons ininteligíveis, que “só D-us entende” (1 Coríntios 14:2). A origem da crença seria a Festividade de Pentecoste (Chag Shavuot) registrada em Atos 2:1-21. Na ocasião, os discípulos presentes, que teriam recebido o espírito santo, falaram, diferentemente do que Paulo escrever aos coríntios, línguas humanas (Atos 2:6-11). Mas, a confusão aumenta quando Pedro faz uma pregação para esclarecer que o fenômeno de cada pessoa ouvir os discípulos falarem em suas respectivas línguas fora predito pelo Profeta Joel (Atos 2:14-21). Pedro, porém, mentiu, porque o profeta Joel nada disse sobre alguém falar em línguas, sejam conhecidas ou desconhecidas (Joel 3:1, 2, texto hebraico; 2:28-32, texto cristão). A mais grave falsificação da profecia de Joel ocorreu quando Pedro corta (conforme Atos 2:21) a parte principal de Joel 2:32 (texto cristão), que declara que “no Monte Tzyion, em Yierushalayim, estarão os que forem salvos, como o Eterno prometera, e entre os sobreviventes, aqueles que o Eterno chamar”. Atualmente, cristãos estudiosos de textos neotestamentários já expuseram a fraude de Marcos 16:17, que diz que falar em línguas é um dos sinais da fé em Jesus – e estão retirando o texto de Marcos 16:9-20 das Bíblias cristãs, denunciando-o como falsidade! Esse texto induziu os seguidores da seita cristã O Templo do Povo, liderada por Jim Jones, em Jonestown, na Guiana, em novembro de 1978, a cometer suicídio, bebendo suco de fruta com cianureto – pois Marcos 16:18 afirma que os cristãos não morrem se beberem veneno!

98) O “Novo Testamento” colide, frontalmente, com a Torah, na questão do nascimento virginal de Jesus, pois o primeiro mandamento da Torah é a procriação (Gênesis 1:28), sendo estranha a construção do engravidamento de Maria sem o concurso da relação sexual (Mateus 1:18-25), ao passo que o mesmo “Novo Testamento” declara que é “doutrina de demônios” e proibir-se o casamento (1 Timóteo 4:1-3);

99) O Tana”ch ensina que o planeta Terra tem forma arredondada(Isaías 40:22; Jó 26:10).
O “Novo Testamento”, por sua vez, mostra o planeta possuindo forma plana, como se de um “monte muito alto” fosso possível ver-se todos os países e sua glória (Mateus 4:8).