Vamos avaliar algumas coisas

1º um império como o romano bizantino tinha várias culturas sobre sua subordinação então analisemos os mitos de cada povo:
No equinócio da Primavera, os pagãos do norte de Israel celebravam a morte e ressurreição de Tamuz-Osíris, nascido de uma virgem. Na Ásia Menor (onde as primeiras igrejas Cristãs se estabeleceram), uma celebração similar era feita para Attis, também nascido de uma virgem. Attis era mostrado como morrendo contra uma árvore, sendo enterrado numa gruta e depois ressuscitando ao terceiro dia. Na adoração de Baal, acreditava-se que Baal tinha enganado Mavet (o deus da morte) no equinócio da Primavera. Ele fez-se passar por morto e depois apareceu vivo.

Ele teve sucesso neste ardil dando o seu único filho como sacrifício.

2º Na história Cristã, Jesus está presente com doze apóstolos. De onde é que a história dos doze apóstolos veio? Parece que na primeira versão a história era entendida como uma alegoria. A primeira vez que doze apóstolos são mencionados é no documento conhecido como “Ensinamentos dos Doze Apóstolos”.
Este documento aparentemente teve origem num documento sectário Judeu escrito no primeiro século E.C., mas foi adotado pelos Cristãos, que o alteraram substancialmente e adicionaram-lhe idéias Cristãs. Nas primeiras versões é claro que os “doze apóstolos” são os doze filhos de Jacob representando as doze tribos de Israel. Os Cristãos, mais tarde, consideraram os “doze apóstolos” como sendo alegóricos discípulos de Jesus. Na mitologia egípcia, Osíris foi traído na sua última ceia pelo deus diabólico Set, que os Gregos identificavam como Typhon. Esta parece ser a origem da idéia de que o traidor de Jesus estava presente na sua última ceia.

A idéia de que este traidor se chamava “Judas” vem do tempo em que os doze apóstolos eram ainda entendidos como sendo os filhos de Jacob. A idéia de Judas (= Judah, Yehudah) traindo Jesus (o “filho” de José) é uma forte reminiscência da história do José.

A idéia do traidor na última ceia é derivada da mitologia de Osíris, que foi traído por Set-Typhon. Set-Typhon tinha cabelo ruivo, e esta é provavelmente a origem da afirmação de que Judas tinha o cabelo ruivo. Esta idéia levou ao retrato estereotipo Cristão de que os Judeus têm cabelo ruivo, não obstante o fato de que, na realidade, o cabelo ruivo é de longe mais comum entre Arianos do que entre Judeus. O apelido “Iscariotes” é muitas vezes atribuído a Judas. Em algumas partes onde os Novos Testamentos Ingleses têm “Iscariotes”, o texto Grego realmente tem “apo Kariotou”, que significa “de Karyot”. Karyot era o nome de uma cidade em Israel, provavelmente o moderno lugar conhecido em árabe como Karyatein. Portanto, vê-se que o nome Iscariotes é derivado do Hebreu “ish Karyot”, que significa “homem de Karyot”. Isto é, com efeito, a compreensão aceita hoje em dia, pelos Cristãos, do nome.

No entanto, no passado, os Cristãos entendiam mal este nome, e nasceram lendas de que Judas era da cidade de Sychar, que ele era um membro do partido extremista conhecido como Sicarii, e que ele era da tribo de Issacar. O mais interessante mal entendimento do nome é a sua primitiva confusão com a palavra scortea, que significa uma bolsa de couro. Isto levou ao mito do Novo Testamento de que Judas carregava uma tal bolsa, o que por sua vez levou à crença de que ele era o tesoureiro dos apóstolos.

É de notar que muitas das datas para Jesus citadas pelos Cristãos são completamente absurdas. Jesus bíblico foi em parte baseado em Yeshu.

O fato que contribuiu para a datação confusa de Jesus foi que Jacob de Kfar Sekanya e provavelmente também outros Notzrim usavam expressões como “assim fui ensinado por Yeshu ha-Notzri”, apesar dele não ter sido ensinado por Yeshu em pessoa.

Sabemos da Guemará que o testemunho de Jacob levou o Rabi Eliezer ben Hyrcanus a incorretamente concluir que Jacob era um discípulo de Yeshu.

Isto sugere que havia Rabis que não sabiam que Yeshu tinha vivido nos tempos Asmoneus. Mesmo depois dos Cristãos situarem o Jesus bíblico no primeiro século E.C., a confusão continuou entre os não-Cristãos. Houve um contemporâneo do Rabi Akiva chamado Pappus ben Yehuda que costumava trancar a sua esposa infiel. Sabemos da Guemará que algumas pessoas confundiam Yeshu e ben Stada e confundiam a mulher de Pappus com Míriam, mãe de Yeshu. Isto iria situar Yeshu mais de dois séculos depois do que ele atualmente viveu! A história do Novo Testamento confunde tantos períodos históricos que não há maneira de a reconciliar com a História. O ano tradicional do nascimento de Jesus é 1 E.C. Era suposto que o Jesus bíblico não ter mais de dois anos de idade quando Herodes ordenou a matança dos inocentes. No entanto, Herodes morreu antes de 12 de Abril do ano 4 A.E.C.. Isto levou alguns Cristãos a redatarem o nascimento do Jesus bíblico entre 6 – 4 A.E.C.. No entanto, este Jesus era também suposto ter nascido durante o censo de Quirinos. Este censo teve lugar depois de Arquelau ter sido deposto em 6 E.C., dez anos depois da morte de Herodes.